Perfil do autor: Oscar Nestarez

Oscar Nestarez é um sagitariano com ascendente em aquário nascido em 4 de dezembro de 1980. E não poderia ser mais paulistano: veio ao mundo no hospital 9 de Julho, ao lado da Av. Paulista, e é um incurável e apaixonado torcedor do São Paulo Futebol Clube. Cresceu na zona oeste de SP, em uma família com raízes italianas, húngaras, portuguesas e caboclas. Aliás, uma família com muitos médicos - o pai, o avô paterno, depois a irmã e primos. 


Só que desde cedo ficou claro que ele não seguiria o caminho de Hipócrates. Ainda muito pequeno, Oscar adorava rabiscar, depois desenhar, depois escrever uns arremedos de histórias. Felizmente, a mãe e a escola o estimularam, e ele passou pela infância e entrou na adolescência criando à vontade. 


Lá pelo meio da infância, e também graças à mãe (que adorava cinema, música e literatura), ele foi apresentado ao universo do horror, de onde nunca mais saiu. Primeiro pelos filmes - Oscar cresceu cercado pelos maravilhosos títulos do final dos anos 1980 e começo dos 1990 -, depois pelos livros. Mas as primeiras experiências literárias não foram grandes coisas. Pescando livros na biblioteca dos avós paternos, tropeçou em alguns romances de Dean Koontz (de quem até hoje não gosta muito). Só depois, no ensino médio, é que começou a ler com cuidado aqueles que, ainda hoje, são suas estrelas-guia: Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Clive Barker. 


Em 1999, a morte da mãe (em decorrência de um câncer) o levou ainda mais para o centro desse universo. Mas não porque Oscar se sentisse mais sombrio, e sim porque, dedicando-se à arte que ela tanto amava, ele a mantinha viva dentro de si.


Chegando à fase adulta, ficou claro que Oscar estava mesmo condenado à escrita. Depois de cursar publicidade e propaganda na ESPM de São Paulo, trabalhou por doze anos como redator em agências. Mas a paixão era mesmo a ficção literária, embora, na época, não escrevesse com tanta frequência (passar o dia redigindo peças publicitárias drenava boa parte de sua energia criativa). Também sentia falta de estudar. Por isso, em 2010, ingressou em uma especialização em História da Arte na FAAP-SP. 


Oscar Nestarez

O curso mudou tudo. Oscar redigiu uma monografia que acabou se transformando em seu primeiro livro: Poe e Lovecraft: um ensaio sobre o medo na literatura (Livrus, 2013). Lançado por meio de autopublicação, o livro abriu portas. Ele foi chamado para participar de eventos literários, palestrando sobre horror.


No final de 2013, Oscar foi demitido da agência em que trabalhava. Um chacoalhão muito bem-vindo, porque o impulsionou de vez para a carreira literária. Dois meses depois da demissão, ingressou no mestrado em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP, e os anos seguintes foram de intensa produção e pesquisa. 


De 2014 a 2016, redigiu os contos de Horror adentro (Kazuá, 2016) e o romance Bile negra (Pyro Books, 2018). Horror adentro tem contos das mais variadas veias do horror, sendo o segundo, "Morrer de linda", meu preferido. Também realizou uma dissertação sobre Edgar Allan Poe e o poeta português Mário de Sá-Carneiro. Ainda em 2016, começou a escrever para a revista Galileu sobre literatura de horror, onde até hoje mantém uma coluna mensal.


Concluído o mestrado, Oscar resolveu tentar o doutorado na USP. Faltando menos de um mês para a prova, o pai faleceu, também por câncer. Mas a vida precisa seguir. Ele acabou passando, e hoje estuda a literatura de horror produzida no Brasil no século XXI. Recentemente, também realizou traduções de obras como O castelo de Otranto, de Horace Walpole (Novo Século, 2019) e Auguste Dupin - O primeiro detetive, de Poe (Novo Século, 2019). A escrita segue como prioridade: publicou e publica contos em diversas antologias e, em 2020, vai lançar um novo romance. 

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