As 10 Mães Mais Fodas do Horror

Esta lista não precisa de muita introdução. Uma das forças motivadoras de maior impacto numa trama é o amor, e não existe amor mais forte, selvagem e incondicional como o de uma mãe - "biológica", adotiva, escolhida, não importa. Eis as mães mais fodonas dos filmes/livros de horror.


Chris MacNeil - O Exorcista

Embora pareça, no começo do livro, uma mulher fútil e preocupada mais com a carreira do que com sua filha, Reagan, Chris se mostra uma das mães mais dedicadas a proteger sua cria quando o Pazuzu começa a pegar. Ainda no começo da trama, Chris recebe uma proposta de realizar um grande sonho - e algo que mudará sua carreira e vida para sempre - e se recusa, porque Reagan já está exibindo sinais de que não está legal. À medida que as coisas vão ficando piores, Chris corre atrás de absolutamente qualquer coisa que poderá salvar sua filha.



Ellen Ripley - Alien, o Resgate

Quando Ellen acorda, 57 anos depois dos eventos do primeiro filme, ela recebe a notícia de que sua filha, Amanda, já morreu. Na segunda missão, tendo que enfrentar outra mãe furiosa, a Rainha Alien, Ripley não apenas arrisca sua vida para salvar a pequena Newt, mas também dá conforto para a menina na situação extrema em que se encontram. A luta final entre Ripley e a rainha Alien é o clímax da relação maternal entre Ripley e Newt.



Grace Stewart - Os Outros

Com o marido na Guerra e presa numa casa sem eletricidade com duas crianças que não podem ter contato com o sol, a trama de Os Outros lembra muito a nossa situação atual em quarentena. Os Outros é um dos melhores filmes de horror que já vi - e mostra apenas uma gota de sangue. Grace é uma rara imagem de uma mãe falha, humana, que mesmo amando seus filhos com todas as forças é capaz de sucumbir à enlouquecedora realidade que a cerca.


Dolores Claiborne - Eclipse Total

Eclipse Total é um dos meus livros preferidos do Stephen King. O filme, com a Kathy Bates, é quase tão bom (eu disse quase) quanto o livro, que é uma obra irmã de Jogo Perigoso. Dolores tem uma vida filha da mãe e tolera abusos por vezes sutis, por outras absurdos, da mulher para quem trabalha e do próprio marido. Ela aguenta tudo com submissão e resiliência, até descobrir que dentro de sua própria casa há uma coisa terrível - e infelizmente, comum - acontecendo. Dolores mostra que uma mãe pode ser pior do que o demônio quando mexem com sua cria.


Amelia - O Babadook

Amelia é outra mãe solo que precisa cuidar de uma criança passando por momentos uhm... delicados. Enfrentando uma solidão que pode ser interpretada como uma depressão profunda, Amelia encontra forças sabe-se-lá-de-onde para tentar proteger seu filho da presença do bizarrinho Babadook. E faz isso com toda a loucura e devoção de mãe.


Pamela Sue Voorhees - Sexta-feira 13

Não podemos dizer que Pam não é uma mãe dedicada. E parte de mim sente certa empatia por ela. Quem nunca teve vontade de assassinar um adolescente? Ainda por cima, quem mandou aqueles monitores irresponsáveis do Acampamento Chrystal Lake ficarem fornicando, bebendo e fumando quando deveriam estar cuidando de uma criança tão especial quanto Jason? Eu digo que eles tiveram o que mereceram...não, pera...


Laurie Strode - Halloween H40

A frase diz tudo: "Se sua mãe me odeia pela forma como foi criada, mas está pronta para enfrentar o mal deste mundo... eu posso viver com isso." No final de tudo, é isso mesmo. Vai além de amar e ser amada. A mãe consegue abrir mão do amor dos filhos se isso significa que eles estarão prontos para enfrentar o mundo... ou Michael Myers.


Donna Trenton - Cujo

A ambientação de Cujo é simples: um carro. A amaeaça, também: um São Bernardo com raiva. A trama, em si, é relativamente simples. Mas a habilidade de Stephen King transforma uma premissa básica em uma jornada horripilante em que Donna - mulher imperfeita, mãe dedicada - tem a chance de provar que todos os clichês da maternidade são reais.



Rosemary Woodhouse - O Bebê de Rosemary

O que dizer? Rosemary deixa-se levar pelo marido, vizinhos e o médico fdp. Ela mostra o quanto uma mulher deixa de pertencer a ela mesma quando engravida, e passa a "pertencer" à sociedade. Ela mostra o quanto os outros tentam diminuir as mães, em especial aquelas que querem ter controle sobre seus corpos na gestação. Ela é instruída a não pesquisar demais sobre gravidez e deixar tudo nas mãos do médico. O Bebê de Rosemary acabou sendo uma metáfora não apenas da maternidade, como também da violência obstétrica e do machismo. E no final, uma constatação chocante, mas verossímil: uma mãe ama seu filho... não importa quem ele seja.



Mortícia Addams - A Família Addams

Tish é tão dedicada aos seus três filhotes que até abandona a cruzada demoníaca das forças ocultas para se dedicar à maternidade. O importante é que quando sua família é ameaçada, Tish se arrisca por eles, enfrentando pessoas quase tão sinistras quanto os Addams. Sim, admito que nem a série, nem os filmes da Família Addams são "horror", mas deixar Morticia fora desta lista já seria sacanagem. Fica aqui a menção honrosa à Lily Munster, também.




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